Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos

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Etiqueta de desempenho do pneu passa a valer a partir do final de outubro

Pneus produzidos no país ou importados deverão ser identificados com a etiqueta especificada pelo Inmetro; Os pontos de venda poderão, até abril de 2018, comercializar os pneus sem a etiqueta, prazo concedido para a adequação dos seus estoques;

São Paulo, outubro de 2016 – A partir de 29 de outubro de 2016, pneus radiais de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus produzidos e importados precisam chegar aos pontos de venda identificados com a etiqueta de desempenho, segundo especificado pela Portaria 544/12 do Inmetro. Três critérios foram selecionados para a classificação dos pneus – resistência ao rolamento, aderência em pista molhada e ruído externo. Estes critérios têm como finalidade informar sobre o desempenho do pneu e ainda melhorar a qualidade dos produtos comercializados no mercado brasileiro uma vez que todos, fabricantes e importadores, deverão fornecer pneus mais eficientes, seguros e que proporcionam melhor conforto acústico. Essa iniciativa visa dar ao consumidor maior transparência e mais informação para que ele faça uma escolha consciente do produto.

De acordo com Alberto Mayer, presidente da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), essa medida é um importante avanço para o consumidor, visto que ele terá mais clareza sobre alguns dos itens de desempenho, tais como segurança, eficiência e impacto ambiental na sociedade. “A partir da classificação da resistência ao rolamento, aderência em pista molhada e ruído externo, o consumidor terá mais elementos para determinar qual pneu é o mais adequado para o seu veículo e qual o nível de desempenho e economia que deseja do pneu”, afirma.

Resistência ao rolamento

Está diretamente relacionado à eficiência energética, uma vez que mede a energia absorvida quando o pneu está rodando. Com isso, quanto menor for a resistência ao rodar, menor será o consumo de combustível e, consequentemente, menor será o impacto ao meio ambiente (emissão de CO2).

Na etiqueta, os pneus serão classificados em até seis níveis, sendo A o mais eficiente e F o menos eficiente.

Aderência em pista molhada

É um indicador do desempenho que fornece informações ao consumidor a respeito da aderência do pneu em pistas molhadas, essencialmente relacionado à segurança. As escalas de desempenho serão de A (melhor desempenho) até E.

Essa classificação indica o nível de aderência do pneu em pista molhada, que se traduz na distância percorrida pelo veículo durante a frenagem.

Ruído externo

Este critério indica o nível do ruído produzido pelos pneus em decibéis (dB) e, consequentemente, o impacto no meio ambiente (menos poluição sonora). Este critério deve ter como limite máximo até: 75 dB para pneus de veículos de passeio, 77 dB para pneus de veículos comerciais leves e 78 dB para pneus de caminhões e ônibus.

É importante destacar que a etiqueta não estará presente, por exemplo, em carros 0km, nas concessionárias, porém, o conteúdo das etiquetas, constante no material impresso que acompanha os veículos novos, é informado pelo fabricante de pneus às montadoras, assim como grandes empresas de transporte público e de carga.

“Sem dúvida este é um avanço importante para o consumidor, mas é importante frisar que a indústria nacional sempre prezou pela qualidade dos produtos e, além do quesito eficiência, há uma série de inovações tecnológicas e características para cada tipo de pneu que são observadas no processo de fabricação e fazem parte da composição do produto final”, destaca Mayer.


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